Pinheirinho Mostra a face da ideologia Capitalista:
Apesar da grande Mídia não noticiar os fatos graves que aconteceram na desocupação de uma área em São José dos Campos- SP, jornalistas comprometidos com as causas sociais não se omitiram e mostraram para o Brasil e todo o Planeta, a forma cruel como foram tratados famílias inteiras desalojadas de suas casas, vendo seus pertences e moradia sendo esmagados por tratores, para devolver essa área a um criminoso do sistema financeiro.
Com uma dívida de cerca de 10 milhões de reais de IPTU, o terreno é da massa falida, da Selecta. "O proprietário é um notório devedor de impostos, notório especulador, proibido de atuar nas bolsas de valores de 40 países. Só aqui ele é tratado tão bem", afirmou, em entrevista ao Portal Terra, Aristeu Cesar Pinto, da OAB local, ou seja, ao defender a reintegração de posse, a prefeitura de São José simplesmente atuou em favor de seu devedor, contra famílias compostas por trabalhadores que há anos davam vida ao Pinheirinho, que já se constituía como mais um bairro popular de modestas condições, como milhares que conhecemos Brasil afora. Não se tratava de uma favela, como noticiou maliciosamente a grande mídia, outro braço da tropa de choque tucana.
Como já explicado por jornalistas e também pelo deputado federal Protógenes Queiroz, conhecedor profundo das práticas de Nahas desde a Operação Satiagraha - anulada na justiça por envolver até a mãe dos plutocratas nacionais, o criminoso financeiro libanês tem interesse total em retomar o terreno e usá-lo no abatimento da estrondosa dívida de sua antiga empresa – dentre tantas...
A Polícia Militar entregou o terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos (a 91 km de São Paulo), para a empresa Selecta, na quarta-feira (25), após quatro dias de operação. Com uma área de 1,3 milhão de m², que será vendido para cobrir dívidas da empresa
Em meio à desocupação, uma oficial de Justiça ainda entregou decisão do juiz federal Samuel de Castro Barbosa Melo de suspensão do despejo. Destinada aos comandantes das polícias Militar, Civil e Guarda Municipal, o documento foi recebido pelo desembargador Rodrigo Capez. Sob a alegação de “conflito de competências”, a ordem não foi acatada. Rodrigo Capez, coincidentemente, é irmão do deputado estadual Fernando Capez, do mesmo PSDB do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, e do governador de São Paulo (em última instância chefe da PM), Geraldo Alckmin. Quem manteve a decisão de reintegração, mesmo depois de acordo firmado com o próprio proprietário da área, foi a juíza da 6ª Vara Cívil de São José, Márcia Mathey Loureiro.
O que aconteceu lá dentro?
“Motivos de segurança”. Foi essa a justificativa da PM para impedir que qualquer pessoa passasse a barreira da Tropa de Choque para entrar na área do Pinheirinho. No máximo a TV Globo, com coletinho à prova de balas, pôde se aproximar um pouco do trator. De nada adiantou os moradores insistirem para pegar seus pertences, ou ao menos os documentos que não tiveram tempo de apanhar. Tampouco os apelos da imprensa ou os esperneios dos parlamentares que tentavam fazer alguma coisa. Moradores chegaram a relatar que tiveram seus celulares recolhidos para impedir que registrassem a ação. Que tipo de abusos aconteceram lá dentro? O que fez a polícia quando a maioria dos moradores já estava do lado de fora? Ninguém sabe, ninguém viu.
A urbanista Raquel Rolnik, relatora da ONU pelos direitos à moradia, encaminhou uma carta de Apelo Urgente e Declaração Pública para a Missão Permanente do Brasil em Genebra, com material de denúncia às violações feitas no que está começando a ser conhecido como “Massacre do Pinheirinho”. O deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) anunciou que também está preparando um dossiê a ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) pedindo investigação a respeito dos atos da juíza Márcia Loureiro e da presidência do Tribunal de Justiça que avalizou a decisão da desocupação.
Os advogados do movimento afirmam que não desistirão de desapropriar a área de Naji Nahas- conhecido especulador e doleiro, historicamente envolvido, e condenado, em inúmeros crimes financeiros- para a construção de moradia popular. “Perdemos essa batalha, mas a luta continua”, gritava um jovem enfurecido no dia 22, com um pano cobrindo o rosto e uma pedra na mão.
Diante disso, fica impossível discordar do deputado federal Ivan Valente, que resumiu a ação tucano-judicial-policial como autêntica “justiça de classe”, colocando o direito ao patrimônio em patamar superior ao direito à vida e à moradia, entre outros essenciais direitos humanos, ignorados por uma juíza que não pode seguir na carreira sem passar por uma séria investigação – e processo de responsabilização.
Observem que esse fato desapareceu dos noticiários da grande imprensa. Foi dado mais destaque para o "estrupo" do BBB do que deixar milhares de famílias sem casa e sem os seus pertences que foram simplesmente esmagados pelos tratores da Prefeitura de São José dos Campos- SP. Ninho dos tucanos, com apoio da BM, comandado pelo Governo de São Paulo.
Texto montado baseado em recortes de matéria dos jornalista: Gabriel Brito, Idelber Avelar, Gabriela Moncau , Portal Terra e revista Caros Amigos.
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