Todos em frente do telão(ou nas arquibancadas) atentos ao jogo, sabendo que o resultado era praticamente impossível reverter, afinal, todas as atitudes jogavam contra a vontade da torcida, mas o ditado popular "a esperança é a última que morre", movia aquela torcida que custva acreditar no que estava presenciando. Mas, de repente o juiz apitou e lá estava registrada uma grande derrota. Então as pessoas saiam de cabeça baixa, outras indignadas e revoltadas; custavam acreditar no que viram e no que estava acontecendo.
A Seleção perdeu o jogo...
Usando essa metáfora, para o leitor entender o sentimento que assolou os Professores e Funcionários de Escola do Rio Grande do Sul, pro ocasião da votação do Projeto do Governo Tarso que, contrariando toda a história do Partido dos Trabalhadores, colocava em cheque a própria Lei que Ele assinou quando foi Ministro do Presidente Lula. E agora, como justificar o injustificável ? O pior era ter que ouvir aqueles que até ontem massacraram os professores e a educação aparecerem em discursos pomposos como os -da salvaguarda da educação dos gaúchos.
Nada como um dia após o outro. Mas foi um tiro no pé, isso não tem como negar.
quinta-feira, 22 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
DISCURSO DE POSSE NO CONS. EST. DE EDUCAÇÃO
A nossa representação nesse conselho está relacionada com a história de luta do Cpers na busca coletiva de uma educação pública de qualidade para o povo gaúcho, colocando-a como referência para os demais estados da federação. E, como dizia o Professor José Clóvis de Oliveira- Uma Educação crítica e cidadã capaz de contribuir para a construção de outro mundo possível.
Para isso, precisa este conselho, como órgão fiscalizador que é, verificar que os governos, nas esferas municipais e estadual, cumpram aquilo que determina a constituição, no investimento percentual na educação.
Necessitamos também nessa casa colocarmos como intermediário ou como mediador no impasse criado nesse Estado entre o executivo e aqueles que fazem a educação no chão da escola, para que a sociedade riograndense tenha a tranquilidade que a educação está sendo tratada com respeito e com a certeza de que seus filhos possam usufruir de uma formação qualificada capaz de proporcionar a sua inclusão não só no mercado de trabalho, como também, dentro do campo da pesquisa criando novas tecnologias, capaz de contribuir para um desenvolvimento sustentável e de qualidade social.
Visto que o Brasil encontra-se numa situação privilegiada em relação a outros países da Europa ou os USA, por adotar uma política diferenciada, saindo dos moldes neo liberais e apostando na inclusão social como política central, colocando assim milhões de brasileiros no mercado consumidor. Com essa determinação tornou-se necessário aumentar a produção gerando mais empregos, e como consequência, uma melhor arrecadação. Saindo da economia cujo foco central era a especulação financeira, para uma sociedade de oportunidades com a ampliação das universidades públicas e uma política de cotas para pagar uma dívida histórica com os brasileiros.
Uma formação qualificada irá contribuir para repensar o País e elaborar uma educação legitimamente brasileira, com a valorização profissional e infraestrutura capaz de atender os avanços tecnológicos, desenvolvendo alunos jovens cidadãos que não se deixam levar por promessas de políticos cujos interesses contrariam a maioria da população; desenvolvendo também uma consciência ambiental para recuperar os diversos ecossistemas, principalmente agora com a disputa que está ocorrendo no Congresso Nacional por ocasião da votação do novo Código Ambiental, onde de um lado está o agronegócio e as empresas mineradoras que pensam exclusivamente no lucro e de outro lado os ambientalistas preocupados com a preservação da natureza. E essa mesma natureza está dando o “seu recado”, com secas, enchentes e tornados, trazendo não só prejuízos econômicos como também a morte de pessoas provocadas pelas mudanças climáticas.
Momento do Discurso de Posse (Foto- Guilherme)
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