quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ATO DOS PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS E ESTUDANTE PELA EDUCAÇÃO

CPERS- Sindicato organiza caravanas do interior do Estado e da Capital, juntando-se aos estudantes em frente a SEDUC (Secretaria da Educação-RS) para exigir do Governo Tarso uma definição na aplicação da Lei do Piso Nacional Salarial, que unifica todos os professores do Brasil com uma remuneração básica no início da carreira do Magistério, declarado Constitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Também fez parte da manifestação o aumento dos investimento em educação chegando a 10% do PIB (Produto Interno Bruto), além do Decreto de Tarso sobre a reformulação do Ensino Médio.

Quanto ao Piso Salarial, o Governo se compromete a pagá-lo dentro dos 4 anos de Mandato, ideia essa não aceita pelo conjunto da categoria dos Trabalhadores em Educação. Sabe-se da importância desses profissionais para o desenvolvimento da sociedade como um todo, pois qualquer profissão ou pesquisa só é possível quando a pessoa frequenta a escola na presença do professor.
O segundo ponto citado- 10% do PIB - é um investimento mínimo para que se ofereça condições de infra estrutura e sustentação ao processo pedagógico como um todo, proporcionando o desenvolvimento de uma Educação Pública de Qualidade. Nessa reivindicação, está acontecendo uma grande mobilização em Brasília com a presença de educadores de todo o País, inclusive do CPERS.
Na reformulação do Ensino Médio, temos vários pontos em convergência com a proposta apresentada, mas temos também sérias divergências em alguns aspectos, inclusive o método (por Decreto) sem uma discução prévia com a comunidade escolar( professores- funcionários- alunos e pais).


Alunos secundaristas de Porto Alegre com faixas contra a Meritrocracia (competição entre escolas e professores), mas a favor de maiores Investimentos.

Crédito Fotos: Véio( Claudomir Feltes dos Santos)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Monopólio da RBS não passa despercebido

Juiz critica monopólios na mídia e aponta manipulação em cobertura da RBS

            No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal (Ver artigo de Venício Lima, Direito à comunicação: o “Fórum” e a “Ciranda”). Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limite, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão.

O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada “A defesa do direito de informar”, a matéria destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo (Ver matéria: Tarso rechaça editorial da RBS e diz que empresa manipulou conteúdo de conferência). No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.
Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes.
“Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

http://www.cartamaior.com.br  - Carta Maior, acessado dia 25/10
Terça-Feira, 25 de Outubro de 2011

A Vitória de Cristina na Argentina

24/10/2011

As implicações incômodas do pleito argentina

Em 2003, quando começou o ciclo Kirchner, a Argentina era uma espécie de Grécia da América do Sul. Desacreditada aos olhos de seu próprio povo, balançava como um 'joão bobo' nas mãos do capital especulativo interno e externo. Nestor Kirchner herdou uma taxa de pobreza produzida pelo extremismo neoliberal que afetava 60% dos 37 milhões de argentinos.

A dívida de US$ 145 bilhões, impagável, corroía seu sistema financeiro. Fruto mais do desespero do que de uma estratégia, a moratória de 2001 colapsava os mecanismos de crédito e financiamento, sem os quais nenhuma economia funciona. Os credores sobrevoavam a nação argentina à espera do melhor momento para arrancar os seus olhos. E o que lhe restasse ainda da carne. O cerco contra o país era brutal.

A mídia, aliada dos interesses plutocráticos locais e forâneos, interditava o debate de qualquer alternativa fora da rendição. Poucos listavam-se entre os aliados. (...)
A diferença é que Nestor Kirchner não se dobrou: impôs um desconto de 70% da dívida aos credores; destinou a receita crescentre a programas sociais e de fomento. A taxa de pobreza recuou a 10% da população. A economia argentina foi a que mais cresceu no hemisfério ocidental na última década. As circunstâncias desse braço de ferro são espertamente omitidas pela crítica conservadora, que hoje desdenha da vitória esmagadora de Cristina, atribuindo-a a um fogo fátuo feito de populismo insustentável, inflação maquiada e boom passageiro de commodities.

Mark Weisbrot , do CEPR, critica a frivolidade desse enfoque. No fundo,sugere, trata-se de uma auto-defesa conservadora contra as implicações políticas do sucesso argentino, face à catastrófica safra de desastres colhidos na Grécia, Espanha, Portugal e outros, ora submetidos ao purgante ortodoxo que Nestor, Cristina e seus eleitores desmoralizaram.
Postado por Saul Leblon
http://www.cartamaior.com.br  -  Carta Maior – acessado - Terça-Feira, 25 de Outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Agricultura Química na Mira

Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida
Rio Grande do Sul lança Comitê Estadual
Depois dos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Sergipe, chegou a vez do Rio Grande do Sul realizar o lançamento do Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida. Será na próxima segunda-feira, dia 24 de outubro, às 18h30min no auditório da Emater/RS, e será aberto ao público.
O evento se iniciará com a exibição do documentário “O agrotóxico está na mesa”, de Silvio Tendler. Na sequência, haverá a palestra da Prof. Dra. Magda Zanoni, bióloga e socióloga, que organizou, junto do francês Gilles Ferment, o livro Transgênicos para Quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (MDA, Coleção NEAD Debate) lançado em 2011. Ao seu lado, irão compor a mesa, representantes da Via Campesina e da Emater/RS.
A campanha reúne mais de 30 entidades da sociedade civil brasileira, movimentos sociais, entidades ambientalistas, estudantes, organizações ligadas a área da saúde e grupos de pesquisadores. O principal objetivo é abrir um debate com a população sobre a falta de fiscalização no uso, consumo e venda de agrotóxicos, sobre a contaminação dos solos e das águas bem como denunciar os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores, das comunidades rurais e dos consumidores nas cidades. A partir da conscientização das pessoas sobre os malefícios provocados a partir do uso dos agrotóxicos, a campanha pretende ajudar na construção de formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e iniciativas legais e jurídicas.
Outro campo de atuação da campanha é o anúncio da possibilidade de construção de outro modelo agrícola, baseado na agricultura camponesa e agroecológica. Através da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida é possível acessar estudos que comprovam que essa forma de produzir é viável, produz em quantidade e em qualidade suficientes para abastecer o campo e a cidade. Assim, a proposta é avançar na construção destas experiências que são a única saída para esse modelo imposto que concentra riquezas, expulsa a população do campo e produz pobreza e envenenamento. Produzir alimentos saudáveis com base em princípios agroecológicos, em pequenas propriedades, com respeito à natureza e aos trabalhadores é a única forma de acabar com a fome e de garantir qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.
O Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida vai também auxiliar na criação e ampliação de comitês municipais - como já ocorre em Pelotas, dentre outros municípios - planejar atividades de formação e distribuição de material informativo. O Comitê gaúcho já congrega: Amigos da Terra Brasil; Cáritas; Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS); Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA); Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (CONSEA RS); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER/RS); Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB); Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTM/RS); Fundação Luterana de Diaconia (FLD); Grupo de Agroecologia (GAE/UFPe); Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá); Levante Popular da Juventude; Movimento de Mulheres Camponesas (MMC); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS); Núcleo de Economia Alternativa (NEA/UFRGS); União Rastafari de Resistência Ambiental (URRAmbiental); Via Campesina.
Prato envenenado
O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras do país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do agronegócio, modelo de produção que concentra a terra e utiliza  quantidades crescentes de venenos para garantir a produção em escala industrial.
Desta forma, o uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, que foi adotada a partir da década de 1960. Com a chamada Revolução Verde, que representou uma mudança tecnológica e química no modo de produção agrícola, o campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, mas de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos [adubos, sementes melhoradas e venenos].
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram vendidos mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado se concentra nas mãos de apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf.
Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde
A palestrante
Magda Zanoni, é professora da Universidade de Paris Diderot, onde foi pesquisadora de 1978 a 1990 no Laboratoire d’Ecologie Génerale et Appliquée; tem mestrado em Ecologia Fundamental pela Universidade de Paris-Orsay e em Ciências Sociais do Desenvolvimento pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (Paris); é doutora em Sociologia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I-Sorbonne. Atuou no Instituto Agronômico do Paraná e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná, e esteve cedida ao NEAD/MDA pelo Ministério francês do Ensino Superior e da Pesquisa no período de 2003-2009. Atualmente, e desde 1998, é pesquisadora do laboratório “Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces” (Centro Nacional de Pesquisa Científica CNRS, França). 

Serviço
O que: lançamento do Comitê Estadual da Campanha
Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida

O "Novo Ensino Médio"

A grande pauta nas escolas é a reformulação no Ensino Médio, com debates em diferentes instâncias:
  • comunidade escolar;
  • município;
  • regional - por CRE
  • conferência estadual.
Vários pontos elencados na proposta de discussão, são bandeiras históricas dos movimentos  sindicais (Cpers¹, CNTE², outros), ou seja, de um ensino articulado nas diferentes áreas do conhecimento, sem perder de vista, àqueles saberes acumulados  pela história da humanidade. Nessa concepção,  opõe-se a visão de um saber fragmentado por disciplinas específicas na famosa e tradicional aprendizagem "por gaveta".
Para facilitar a compreensão, ao compararmos uma prova tradicional do Vestibular e a prova do ENEM³ , visualizamos de forma nítida essa diferença
O Vestibular exige conhecimentos específicos e fórmulas na sua essência; o ENEM, por sua vez, exige leituras para o aluno demonstrar a sua capacidade de raciocínio, nas diferentes áreas.
Outro aspecto relevante da proposta é a realização de projetos, onde serão aplicados, e de certa forma, testados, os conhecimentos adquiridos nas diferentes áreas do saber.
Uma variável que irá interferir no processo é o comprometimento do educador com a nova filosofia de trabalho, participando de fóruns de discussão, frequentando cursos, seminários, conferências, na busca de uma melhor qualificação profissional. Nessa última, entra as universidades que devem reavaliar suas graduações e pós graduações, além dos programas de extensão, contribuindo na formação de professores capaz de praticar ações que favoreçam uma educação pública de qualidade social. 
Agora, quando a reformulação do ensino médio é vista dentro da óptica do mercado, cuja preocupação é a formação de mão de obra qualificada, treinando a massa brasileira para serem "peões qualificados", seria um retrocesso histórico para um povo que a nação deve tanto a eles.
A Educação tem uma dívida histórica para com o povo brasileiro
Esse assunto, diz o ditado: vai "dar muito pano pra  manga". Esse foi um ponta pé inicial sobre o tema. aguardo contribuições dos colegas.
¹ Cpers- sindicato dos Professores (e funcionários) da Educação do Rio Grande do Sul;
² CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
³ ENEM- Exame Nacional do Ensino Médio.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ninho de Pomba na Biblioteca

A Natureza e as Leituras- Paixões Indiscritiveis

No sossego das férias de verão, obtivemos esse fragante. Não tive dúvida, ficou gravado no arquivo. Mesmo com o avanço tecnológico, os livros ainda são excelentes fontes de pesquisa e, quando a mente estiver com as energias no limite, nada como relaxar no esplendor da natureza.
Estou marcando minha estréia no Blog com minhas opções preferidas, além da militância pelos direitos humanos e uma sociedade mais justa, curtimos muito as "leituras de mundo" como a citação de Paulo Freire, nessa leitura, colocamos a defesa intransigente da Natureza como uma opção de vida. Nessa perspectiva, a audácia da pomba em fazer seu ninho sobre os livros da biblioteca "Érico Veríssimo" da Escola Estadual de Ensino Médio Castro Alves de São José das Missões-RS, mostra que a natureza não tem limites, assim como a capacidade humana. O temor do Homem não ter limites é que a sua ganância pelo lucro e pelo poder, consiga não só provocar danos irreparáveis no ambiente, como também na vida das gerações futuras. Pronto: dei meu recado de estréia.