quinta-feira, 22 de março de 2012

E a Seleção Perdeu o Jogo

Todos em frente do telão(ou nas arquibancadas) atentos ao jogo, sabendo que o resultado era praticamente impossível reverter, afinal, todas as atitudes jogavam contra a vontade da torcida, mas o ditado popular "a esperança é a última que morre", movia aquela torcida que custva acreditar no que estava presenciando. Mas, de repente o juiz apitou e lá estava registrada uma grande derrota. Então as pessoas saiam de cabeça baixa, outras indignadas e revoltadas; custavam acreditar no que viram e no que estava acontecendo.
                 A Seleção perdeu o jogo...
Usando essa metáfora, para o leitor entender o sentimento que assolou os Professores e Funcionários de Escola do Rio Grande do Sul, pro ocasião da votação do Projeto do Governo Tarso que, contrariando toda a história do Partido dos Trabalhadores, colocava em cheque a própria Lei que Ele assinou quando foi Ministro do Presidente Lula. E agora, como justificar o injustificável ? O pior era ter que ouvir aqueles que até ontem massacraram os professores e a educação aparecerem em discursos pomposos como os -da salvaguarda da educação dos gaúchos.
Nada como um dia após o outro. Mas foi um tiro no pé, isso não tem como negar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DISCURSO DE POSSE NO CONS. EST. DE EDUCAÇÃO

O professor Claudomir E. Feltes dos Santos(Profº Véio), representante do CPERS-Sindicato escolhido pela Entidade para atuar junto ao Conselho Estadual de Educação, tomou Posse no dia 07 de março de 2012, no Auditório Paulo Freire- Centro Administrativo
Mesa das Autoridades presentes(Foto-Guilherme)
Discurso de Posse:
A nossa representação nesse conselho está relacionada com a história de luta do Cpers na busca coletiva de uma educação pública de qualidade para o povo gaúcho, colocando-a como referência para os demais estados da federação. E, como dizia o Professor José Clóvis de Oliveira- Uma Educação crítica e cidadã capaz de contribuir para a construção de outro mundo possível.

Para isso, precisa este conselho, como órgão fiscalizador que é, verificar que os governos, nas esferas municipais e estadual, cumpram aquilo que determina a constituição, no investimento percentual na educação.

Necessitamos também nessa casa colocarmos como intermediário ou como mediador no impasse criado nesse Estado entre o executivo e aqueles que fazem a educação no chão da escola, para que a sociedade riograndense tenha a tranquilidade que a educação está sendo tratada com respeito e com a certeza de que seus filhos possam usufruir de uma formação qualificada capaz de proporcionar a sua inclusão não só no mercado de trabalho, como também, dentro do campo da pesquisa criando novas tecnologias, capaz de contribuir para um desenvolvimento sustentável  e de qualidade social.

Visto que o Brasil encontra-se numa situação privilegiada em relação a outros países da Europa ou os USA, por adotar uma política diferenciada,  saindo dos moldes neo liberais e apostando na inclusão social como política central, colocando assim milhões de brasileiros no mercado consumidor. Com essa determinação tornou-se necessário aumentar a produção gerando mais empregos, e como consequência, uma melhor arrecadação. Saindo da economia cujo foco central era a especulação financeira, para uma sociedade de oportunidades  com a ampliação das universidades públicas e uma política de cotas para pagar uma dívida histórica com os brasileiros.

Uma formação qualificada irá contribuir para repensar o País e elaborar uma educação legitimamente brasileira, com a valorização profissional e infraestrutura capaz de atender os avanços tecnológicos, desenvolvendo alunos jovens cidadãos que não se deixam levar por promessas de políticos cujos interesses contrariam a maioria da população; desenvolvendo também uma consciência ambiental para recuperar os diversos ecossistemas, principalmente agora com a disputa que está ocorrendo no Congresso Nacional por ocasião da votação do novo Código Ambiental, onde de um lado está o agronegócio e as empresas mineradoras que pensam exclusivamente no lucro e de outro lado os ambientalistas preocupados com a preservação da natureza. E essa mesma natureza está dando o “seu recado”, com secas, enchentes e tornados, trazendo não só prejuízos econômicos como também a morte de pessoas provocadas pelas mudanças climáticas.
Momento do Discurso de Posse (Foto- Guilherme)









sábado, 11 de fevereiro de 2012

OS TUCANOS E A QUESTÃO SOCIAL

Pinheirinho Mostra a face da ideologia Capitalista:

Apesar da grande Mídia não noticiar os fatos graves que aconteceram na desocupação de uma área em São José dos Campos- SP, jornalistas comprometidos com as causas sociais não se omitiram e mostraram para o Brasil e todo o Planeta, a forma cruel como foram tratados famílias inteiras desalojadas de suas casas, vendo seus pertences e moradia sendo esmagados por tratores, para devolver essa área a um criminoso do sistema financeiro.

Com uma dívida de cerca de 10 milhões de reais de IPTU, o terreno é da  massa falida, da Selecta. "O proprietário é um notório devedor de impostos, notório especulador, proibido de atuar nas bolsas de valores de 40 países. Só aqui ele é tratado tão bem", afirmou, em entrevista ao Portal Terra, Aristeu Cesar Pinto, da OAB local, ou seja, ao defender a reintegração de posse, a prefeitura de São José simplesmente atuou em favor de seu devedor, contra famílias compostas por trabalhadores que há anos davam vida ao Pinheirinho, que já se constituía como mais um bairro popular de modestas condições, como milhares que conhecemos Brasil afora. Não se tratava de uma favela, como noticiou maliciosamente a grande mídia, outro braço da tropa de choque tucana.

Como já explicado por jornalistas e também pelo deputado federal Protógenes Queiroz, conhecedor profundo das práticas de Nahas desde a Operação Satiagraha - anulada na justiça por envolver até a mãe dos plutocratas nacionais, o criminoso financeiro libanês tem interesse total em retomar o terreno e usá-lo no abatimento da estrondosa dívida de sua antiga empresa – dentre tantas...

A Polícia Militar entregou o terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos (a 91 km de São Paulo), para a empresa Selecta, na quarta-feira (25), após quatro dias de operação. Com uma área de 1,3 milhão de m², que será vendido para cobrir dívidas da empresa

Em meio à desocupação, uma oficial de Justiça ainda entregou decisão do juiz federal Samuel de Castro Barbosa Melo de suspensão do despejo. Destinada aos comandantes das polícias Militar, Civil e Guarda Municipal, o documento foi recebido pelo desembargador Rodrigo Capez. Sob a alegação de “conflito de competências”, a ordem não foi acatada. Rodrigo Capez, coincidentemente, é irmão do deputado estadual Fernando Capez, do mesmo PSDB do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, e do governador de São Paulo (em última instância chefe da PM), Geraldo Alckmin. Quem manteve a decisão de reintegração, mesmo depois de acordo firmado com o próprio proprietário da área, foi a juíza da 6ª Vara Cívil de São José, Márcia Mathey Loureiro.

O que aconteceu lá dentro?

“Motivos de segurança”. Foi essa a justificativa da PM para impedir que qualquer pessoa passasse a barreira da Tropa de Choque para entrar na área do Pinheirinho. No máximo a TV Globo, com coletinho à prova de balas, pôde se aproximar um pouco do trator. De nada adiantou os moradores insistirem para pegar seus pertences, ou ao menos os documentos que não tiveram tempo de apanhar.  Tampouco os apelos da imprensa ou os esperneios dos parlamentares que tentavam fazer alguma coisa. Moradores chegaram a relatar que tiveram seus celulares recolhidos para impedir que registrassem a ação. Que tipo de abusos aconteceram lá dentro? O que fez a polícia quando a maioria dos moradores já estava do lado de fora? Ninguém sabe, ninguém viu.

A urbanista Raquel Rolnik, relatora da ONU pelos direitos à moradia, encaminhou uma carta de Apelo Urgente e Declaração Pública para a Missão Permanente do Brasil em Genebra, com material de denúncia às violações feitas no que está começando a ser conhecido como “Massacre do Pinheirinho”. O deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) anunciou que também está preparando um dossiê a ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) pedindo investigação a respeito dos atos da juíza Márcia Loureiro e da presidência do Tribunal de Justiça que avalizou a decisão da desocupação.

Os advogados do movimento afirmam que não desistirão de desapropriar a área de Naji Nahas- conhecido especulador e doleiro, historicamente envolvido, e condenado, em inúmeros crimes financeiros- para a construção de moradia popular. “Perdemos essa batalha, mas a luta continua”, gritava um jovem enfurecido no dia 22, com um pano cobrindo o rosto e uma pedra na mão. 
Diante disso, fica impossível discordar do deputado federal Ivan Valente, que resumiu a ação tucano-judicial-policial como autêntica “justiça de classe”, colocando o direito ao patrimônio em patamar superior ao direito à vida e à moradia, entre outros essenciais direitos humanos, ignorados por uma juíza que não pode seguir na carreira sem passar por uma séria investigação – e processo de responsabilização.
Observem que esse fato desapareceu dos noticiários da grande imprensa. Foi dado mais destaque para o "estrupo" do BBB do que deixar milhares de famílias sem casa e sem os seus pertences que foram simplesmente esmagados pelos tratores da Prefeitura de São José dos Campos- SP. Ninho dos tucanos, com apoio da BM, comandado pelo Governo de São Paulo.

Texto montado baseado em recortes de matéria dos jornalista: Gabriel Brito, Idelber Avelar, Gabriela Moncau , Portal Terra e revista Caros Amigos.

                                       

domingo, 29 de janeiro de 2012

A LEITURA COMO FONTE DE (IN)FORMAÇÃO

Quando assistimos ou ouvimos os noticiários , principalmente no estilo de manchete-“plim, plim”- poucos são os que entendem o que está sendo noticiado. A mesma notícia pode gerar interpretações diferenciada e até deturpar a realidade. Essa variante depende do nível de leituras particular de cada um. Mas o que entendemos por leitura?
Segundo Orlando Morais (1997) “a leitura envolve em primeiro lugar, a identificação dos símbolos impressos (letras e palavras) e o relacionamento destes com os seus respectivos sons. Em que, no início do processo de aprendizagem da leitura, a criança deverá diferenciar visualmente cada letra impressa, percebendo e relacionando este símbolo gráfico com seu correspondente sonoro. Entretanto, para que haja leitura não basta apenas a decodificação dos símbolos, mas a compreensão e a análise crítica do texto lido. Pode-se considerar então que uma criança lê, quando esta entende o que o texto retrata. Pois quando esta apenas decodifica e não compreende, não se pode afirmar que houve leitura.”
Morais não para em sua definição e segue: “podemos vincular o conceito de leitura ao processo de literacia, numa compreensão mais ampla do processo de aquisição das capacidades de leitura e escrita e principalmente da prática social destas capacidades. Deste modo, a leitura nos insere em um mundo mais vasto, de conhecimentos e significados, nos habilitando inclusive a decifrá-lo; daí a noção tão difundida de leitura do mundo.”
           Já, Paulo Freire coloca a questão das vivências de cada um como precedente à leitura da palavra, onde a associação desses momentos auxiliarem na compreensão da sociedade como um todo. Segundo Freire,
O processo de aprendizagem na alfabetização de adultos está envolvida na prática de ler, de interpretar o que leem, de escrever, de contar, de aumentar os conhecimentos que já têm e de conhecer o que ainda não conhecem, para m elhor interpretar o que acontece na nossa realidade” (FREIRE, p. 48).
Freire, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 22  ed. São Paulo: Cortez, 1988. 80 p.
Segundo Fanny Abramovich e Carla Alexandre, é através da leitura que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, de outra ética, outra ótica... É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia, etc.
Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Leitura, acessado dia 24/01/2012;
Dessa forma, o dia que tivermos um País de Leitores, poderemos de fato exercer a nossa cidadania e transformar a sociedade que contemple uma vida digna e o exercício pleno da Democracia, pois deixaremos de ser massa de manobra dos meios de comunicação de massa. Falando nisso, assim como as terras do Brasil que foram distribuídas em sesmaria pelos portugueses,  a imprensa brasileira também é concentrada em grupos familiares.

Sugestão de Leituras:    
Mídia & Democracia- Guareschi, Pedrinho e Osvaldo Biz-Porto Alegre; P.G/ O.B,2005.
Na Toca dos Leões. A história da W/Brasil, uma agências de propaganda mais premiada do mundo / Fernando morais.- São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2005.
O Fórum Social Mundial: manual de uso/ Boaventura de Souza Santos.-   São Paulo: Cortez, 2005.         Ofício de Mestre : imagens e auto imagens / Miguel G. Arroyo, - Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
A Privataria Tucana / Amauri Ribeiro Junior. – São Paulo: Geração Editorial. 2012 (Coleção a história agora; v.5)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O ASSUNTO PERSISTE:

O FENÔMENO LA NIÑA:
Volto a insistir nesse assunto porque a mídia comandada pelo ”Plin plin” após cada reportagem das enchentes no Sudeste (MG,SP e RJ) ou da seca que afeta os Gaúchos e Oeste Catarinense, a  justificativa é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, então muda-se a reportagem para outro noticiário, como se esse assunto fosse proibido ou perigoso. Não explicam ”eles” de que forma resfriou-se essas águas capaz de provocar tamanhas mudanças climáticas. Isso se repete ano após ano, mas o assunto nunca é aprofundado. Enquanto isso vidas humanas são eliminadas por soterramentos, casas, estradas, pontes e famílias inteiras perdem seus pertences. E quem assiste se emociona e chora junto com as vítimas. Já na região das secas, as perdas econômicas se acumulam e lá se vai mais um ano de trabalho. Para muitos a única opção para honrar seus compromisso é a venda de parte ou de toda a propriedade.
Mas para o monopólio da mídia, a causa é o “La Niña.
Não explicam eles que o aquecimento global provocado pela industrialização desenfreada sem os cuidados necessário de controle da emissão de gases de efeito estufa, ou pelo desmatamento a qualquer custo acompanhado pelas queimadas tem contribuído de certa forma pelo aumento dos dióxidos de carbono na atmosfera, aliada a ganância do agronegócio que não pode ver banhado que já pensa em drená-lo para fazer lavoura, são fatores que contribuem para o aquecimento global, responsável pelas mudanças no clima .
Enquanto isso, esse “La niña” é o vilão climático.