quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

APÓS FICAR AFASTADO, ESTOU DE VOLTA

O IMPACTO DE UMA NOTÍCIA
                O ser humano é estranho mesmo. Caminha tranquilo, vive, se emociona, brinca, ri, mas de repente, buuummm!!!!
                Um exame que era para ser de rotina, assinala, então vem a notícia. E o fundo do poço está ali, bem em frente. Toda uma vida gira 180 grau, como a orientação da bússola- do Norte para o Sul. Então vem a segunda notícia: o medicamento que pode te trazer de volta não é acessível economicamente e o Estado, bem o Estado nem sempre cumpre com sua obrigação Constitucional. Sobra para o cidadão a via judicial. Vencida essa etapa. Que venha o tratamento.
                As reações adversas da medicação não são nada fáceis. Inicia-se a luta diária pela vida. Vem os enjoos, a queda do cabelo, o estado febril, o “baixo astral”, a angústia,...
                Acreditar na possibilidade de vencer essa “batalha” e ter fé numa força superior  é a esperança que resta.
                Enquanto isso, estou de volta.
               

sábado, 3 de dezembro de 2011

Fotos- assembleia geral do Cpers- 02/12/2012- em Porto Alegre


Fotos Véio e equipe

Assembleia Geral do Cpers- Sindicato decide pelo fim da Greve

Aproximadamente uns três mil professores e funcionários de escolas, em Assembleia Geral na tarde de sexta feira(02/12/2011), na Praça Marechal Deodoro em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre-RS, decidiram encerrar a Greve que havia iniciado dia 18 de dezembro. No balanço do movimento, ficou o debate na sociedade das mudanças que o Governo pretende introduzir no Ensino Médio a partir de março do próximo ano, além do não cumprimento da Lei do Piso sancionada (aprovada)pelo Presidente Lula em 2008, para vigorar a partir de janeiro de 2009. Com a entrada no STF pelo Governo Yeda pedindo a Inconstitucionalidade da lei (ADIN), o Supremo decidiu e publicou o Acórdam, em agosto deste ano, legitimando que Todo o Professor brasileiro tem direito de receber um piso nacionalmente definido pelo MEC, como salário inicial básico, por uma jornada de 40 h semanais (ou 50% desse valor por 20h), sobre o qual incide todas as vantagens constada no Plano de Carreira.

O valor em vigor hoje R$ 1 187,00 com projeção de reajuste de 16,2% em jan/2012.

A proposta aprovada é se não existe recurso para pagar o Piso de forma integral, pelo menos que se apresente um calendário para a categoria; também de boicotar as proposta de mudança no Ensino Médio, nos moldes apresentado.

Como Tarso havia declarado na imprensa que "se a greve fosse encerrada, vou elaborar e apresentar um calendário de pagamento até integralizar o Salário definido em lei, também pretendemos criair um grupo de trabalho entre a SEDUC e o CPERS para discutir a reestruturação do ensino médio".

Bom, agora é com o Senhor governador, afirmou a Professora Rejane Oliveira, Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RS.

No término da Assembleia os participantes usaram o Cartão Vermelho da votação para escrever um "recado" ao Governo e após colaram os mesmos na parede do Palácio sob o olhar dos poucos brigadianos que faziam a segurança do Piratini. Então foi cantado o Hino do Cpers e o Hino Riograndense, frizando bem os versos: "povo que não tem virtude acaba por ser escravo" e, "Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a Terra".

Por Claudomir Feltes dos Santos-(Véio) Rep. Cpers

Rádio Comunitária De Vanguarda FM- S. José das Missões-RS

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ataque aos índios kaiowás, no Mato Grosso do Sul, sugerem ação genocida

Execução de cacique e desaparecimentos colocam em risco existência da comunidade; estudantes indígenas publicam protesto.
Por Moriti Neto [23.11.2011 14h20]- Revista Forum-
www.revistaforum.com.br acessado 29/11/2011
Eram 6h30 de sexta-feira passada, 18 de novembro, no acampamento Tekoha Guaiviry, entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, a menos de cem quilômetros da fronteira com o Paraguai. Ali uma comunidade kaiowá guarani foi atacada por um grupo de aproximadamente 40 pistoleiros munidos com armas de grosso calibre. As descrições do bando apontam um grupo mascarado e com jaquetas escuras que entrou em fila no acampamento e ordenou que os índios deitassem no chão.
O objetivo central do ataque era o assassinato do cacique Nísio Gomes. Segundo relatos da comunidade, ele foi morto com tiros de calibre 12 – na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas – e o corpo levado pelos pistoleiros, algo comum em massacres cometidos contra os kaiowá guarani no estado.
A comunidade conta que o filho de Nísio tentou impedir o assassinato e se atirou sobre um dos pistoleiros. Apanhou muito, mas seguiu tentando salvar o cacique. Os assassinos somente conseguiram contê-lo com um tiro de bala de borracha no peito. E executaram o pai diante de seus olhos.
Existem denúncias de que mais três jovens teriam sido sequestrados e que também uma mulher e uma criança teriam sido mortas. A informação vem de um grupo de 12 mulheres que conseguiu escapar e chegar até a cidade de Amambaí. Elas contaram que, durante a fuga, viram três jovens serem baleados e caírem ao chão. Não conseguiram afirmar se morreram. Os jovens seriam Jonatas Velásquez, de 14 anos, Mauro Martins, de 15 anos e Jailson Brites, de 16 anos.
Os pistoleiros tinham uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10, nas cores preta, vermelha e verde. De acordo com as testemunhas, foi na caçamba de uma delas que levaram o corpo do líder indígena e os outros sequestrados.
Depois do ataque, dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato. A comunidade tem aproximadamente 60 membros. Semanalmente ameaçada por pistoleiros que trabalham para grandes proprietários de terra da região, não é a primeira vez que sofre agressões. Foi instaurado inquérito pela Polícia Federal. O Ministério Público Federal também está acompanhando de perto as investigações, mas, até o momento, não há nenhuma informação sobre o corpo de Nísio Gomes ou dos índios desaparecidos.
Burocracia e precariedade: combinação para o genocídio
Aguardando por regularização fundiária, a comunidade, que antes vivia em uma rodovia estadual, está acampada em área de litígio desde o último dia 1 de novembro, ocupando um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde, localizado em uma pequena parte de ocupação tradicional kaiowá. O lugar pertence ao conjunto de terras indígenas que devem ser demarcadas no estado.
Com um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Federal (MPF), em execução – referente ao processo de demarcação da terra indígena – o processo de identificação das áreas começou em 2007 e é repetidamente interrompido por conflitos.
Somando a precariedade e o descaso estatal, Marcos Homero Ferreira Lima, antropólogo do MPF de Dourados, em colaboração com estudo da Survival International – organização mundial de apoio aos povos indígenas – sobre um acampamento de beira de estrada localizado às margens da BR 163, na cidade de Dourados, diz que não é exagero classificar como genocídio o que ocorre aos kaiowá. “Não se trata de hipérbole quando se fala em genocídio, pois, a série de eventos e ações perpetradas contra o grupo, como se objetivou demonstrar, desde o final da década de 1990, tem contribuído para submeter seus membros a condições tolhedoras da existência física, cultural e espiritual. Crianças, jovens, adultos e velhos se encontram submetidos a experiências degradantes que ferem diretamente a dignidade da pessoa humana. O modo de vida imposto àqueles kaiowá é revelador de como os brancos veem os índios. O preconceito, o descaso, o descuido, a não consideração dos direitos à terra, à vida, à dignidade são patentes. A situação por eles vivenciada é análoga àquela de um campo de refugiados. É como se fossem estrangeiros no seu próprio país. É como se os 'brancos' estivessem em guerra com os índios e a estes últimos só restasse a fina faixa de terra que separa a cerca de uma fazenda e a beira de uma rodovia”, argumenta.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em estudo sobre a violência praticada contra os povos indígenas do estado nos últimos oito anos, aponta que a maior quantidade de acampamentos indígenas do Brasil está no Mato Grosso do Sul. São 31, com mais de 1200 famílias vivendo à beira de rodovias ou isoladas em pequenas porções de terra de fazendas. Com a precariedade, além da constante violência, as comunidades estão expostas a vários tipos de doenças.
Segue, sem edição, carta de protesto dos estudantes guarani e kaiowá dos cursos de ciências sociais e história da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. As informações contidas na carta foram recebidas por pessoas que estavam no acampamento na hora do massacre:
Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. Alguns outros receberam tiros, mas sobreviveram. Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.
Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele eu me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.
Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento.
Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira?
Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas?
As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei?
O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus.
E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta aluta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de deus vai funcionar.
Estudantes Guarani e Kaiowá dos cursos de ciências sociais e história e moradores da aldeia de Amambaí.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PORQUE OS GOVERNOS PAGAM MAL OS PROFESSORES?

Como seria a qualidade da educação se um professor tivesse um salário, onde não precisasse ter jornada dupla de trabalho ou outro emprego para completar seu salário com o objetivo de ter mais dignidade para si e sua família?
Como seria ter um professor onde sua grande preocupação fosse desenvolver uma educação que buscasse a formação cidadã dos seus alunos e não em fazer cálculos matemáticos para superar suas despesas mensais com um salário tão precário?
Conhecendo que qualquer profissional não “cai pronto do céu”, mas tem que passar pela escola, pela formação adquirida, pela intermediação dos professores. De onde vem a tecnologia senão das diversas pesquisas feitas pelos diferentes profissionais das áreas do conhecimento que, sem pretensão nenhuma jamais seriam capacitados se não passassem pela escola?
Os grandes pensadores e teóricos da política, da economia e da organização da sociedade, entre outros, são frutos do sistema de ensino. Assim como o desenvolvimento social de uma nação e de uma civilização está diretamente vinculado com os investimentos dado por ela para a Educação de seu povo.
Então porque os governos insistem em pagar mal os professores?
Será que esses trabalhadores em educação são uma ameaça?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PROFESSORES EM GREVE

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL EM ESTADO DE GREVE:
                Na Assembleia Geral do Cpers- Sindicato no último dia 18 de novembro, realizada no Gigantinho, mais de 6 mil professores e funcionários de escola decidiram em paralisar suas atividades na busca de uma proposta do Governo em relação ao pagamento do Piso salarial Nacional, Lei assinada pelo Presidente Lula ainda em 2008.
·         Piso Salarial para os professores
·         Piso para os funcionários de escola- conforme promessa do governo Tarso
·         Contra as reformas educacionais que atacam direitos dos educadores e a educação pública- sistema de avaliação do plano de carreira
·         Contra a reestruturação do ensino médio nos moldes que se apresenta.

Com uma nova assembleia nessa quinta feira na praça em frente ao Palácio Piratini, a categoria irá definir os rumos do movimento.
Enquanto isso, o CPERS continua realizando o Plebiscito Nacional puxado pela CNTE(Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) na defesa de Investimento de 10% do PIB(Produto Interno Bruto) em Educação e pela implementação do Piso.
Hoje um professor em início de carreira tem um Piso Salarial de R$  395,54 para 20h de trabalho ou R$ 791,08 para uma jornada de 40 h. Pela importância de seu papel no desenvolvimento da sociedade é muito pouco, afinal todas as profissões passam pelas mãos dos professores.
Por Claudomir Feltes dos Santos Representante 1/1000 do 40º Núcleo do CPERS- Palmeira das Missões-RS
Proessores e Funcionários da Escola Est. Castro Alves de São José das Missões presentes na Assembleia
Foto: prof. Véio











Vista parcial da Assembleia do CPERS no Gigantinho
Foto: Prof. Véio

domingo, 13 de novembro de 2011

10ª Xingufest com Sucesso Total

Aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de novembro a décima edição da Xingufest em Novo Xingu-RS. Município criado em 16 de abril de 1996, com uma população aproximada de 1 800 habitantes, marcado pelas colonizações alemã e italiana, na costa do Rio da Várzea, cuja economia está baseada na agricultura de economia familiar e na pecuária, com destaque na produção de leite.
Foto- Véio
A Xingufest- Feira da Indústria e Comércio, Exposição e Concurso de Terneiras, Show de Atrações Gastronômicas e Culturais teve uma circulação de milhares de pessoas de toda a região, além de Prefeitos, Vereadores, Deputados Estaduais e Federais. Segundo os Organizadores, as festividades superaram as espectativas. Entre os vários shows de grupos artísticos, um destaque especial para a Banda Fritz 4, prato da casa, quebrando o tabu de que "Santo de casa não faz milagre"- Parabéns aos integrantes da Banda.
Foto-Véio
No sábado à noite teve um grande Baile do Chopp com presença de um grande público regional.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ATO DOS PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS E ESTUDANTE PELA EDUCAÇÃO

CPERS- Sindicato organiza caravanas do interior do Estado e da Capital, juntando-se aos estudantes em frente a SEDUC (Secretaria da Educação-RS) para exigir do Governo Tarso uma definição na aplicação da Lei do Piso Nacional Salarial, que unifica todos os professores do Brasil com uma remuneração básica no início da carreira do Magistério, declarado Constitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Também fez parte da manifestação o aumento dos investimento em educação chegando a 10% do PIB (Produto Interno Bruto), além do Decreto de Tarso sobre a reformulação do Ensino Médio.

Quanto ao Piso Salarial, o Governo se compromete a pagá-lo dentro dos 4 anos de Mandato, ideia essa não aceita pelo conjunto da categoria dos Trabalhadores em Educação. Sabe-se da importância desses profissionais para o desenvolvimento da sociedade como um todo, pois qualquer profissão ou pesquisa só é possível quando a pessoa frequenta a escola na presença do professor.
O segundo ponto citado- 10% do PIB - é um investimento mínimo para que se ofereça condições de infra estrutura e sustentação ao processo pedagógico como um todo, proporcionando o desenvolvimento de uma Educação Pública de Qualidade. Nessa reivindicação, está acontecendo uma grande mobilização em Brasília com a presença de educadores de todo o País, inclusive do CPERS.
Na reformulação do Ensino Médio, temos vários pontos em convergência com a proposta apresentada, mas temos também sérias divergências em alguns aspectos, inclusive o método (por Decreto) sem uma discução prévia com a comunidade escolar( professores- funcionários- alunos e pais).


Alunos secundaristas de Porto Alegre com faixas contra a Meritrocracia (competição entre escolas e professores), mas a favor de maiores Investimentos.

Crédito Fotos: Véio( Claudomir Feltes dos Santos)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Monopólio da RBS não passa despercebido

Juiz critica monopólios na mídia e aponta manipulação em cobertura da RBS

            No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal (Ver artigo de Venício Lima, Direito à comunicação: o “Fórum” e a “Ciranda”). Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limite, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão.

O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada “A defesa do direito de informar”, a matéria destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo (Ver matéria: Tarso rechaça editorial da RBS e diz que empresa manipulou conteúdo de conferência). No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.
Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes.
“Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

http://www.cartamaior.com.br  - Carta Maior, acessado dia 25/10
Terça-Feira, 25 de Outubro de 2011

A Vitória de Cristina na Argentina

24/10/2011

As implicações incômodas do pleito argentina

Em 2003, quando começou o ciclo Kirchner, a Argentina era uma espécie de Grécia da América do Sul. Desacreditada aos olhos de seu próprio povo, balançava como um 'joão bobo' nas mãos do capital especulativo interno e externo. Nestor Kirchner herdou uma taxa de pobreza produzida pelo extremismo neoliberal que afetava 60% dos 37 milhões de argentinos.

A dívida de US$ 145 bilhões, impagável, corroía seu sistema financeiro. Fruto mais do desespero do que de uma estratégia, a moratória de 2001 colapsava os mecanismos de crédito e financiamento, sem os quais nenhuma economia funciona. Os credores sobrevoavam a nação argentina à espera do melhor momento para arrancar os seus olhos. E o que lhe restasse ainda da carne. O cerco contra o país era brutal.

A mídia, aliada dos interesses plutocráticos locais e forâneos, interditava o debate de qualquer alternativa fora da rendição. Poucos listavam-se entre os aliados. (...)
A diferença é que Nestor Kirchner não se dobrou: impôs um desconto de 70% da dívida aos credores; destinou a receita crescentre a programas sociais e de fomento. A taxa de pobreza recuou a 10% da população. A economia argentina foi a que mais cresceu no hemisfério ocidental na última década. As circunstâncias desse braço de ferro são espertamente omitidas pela crítica conservadora, que hoje desdenha da vitória esmagadora de Cristina, atribuindo-a a um fogo fátuo feito de populismo insustentável, inflação maquiada e boom passageiro de commodities.

Mark Weisbrot , do CEPR, critica a frivolidade desse enfoque. No fundo,sugere, trata-se de uma auto-defesa conservadora contra as implicações políticas do sucesso argentino, face à catastrófica safra de desastres colhidos na Grécia, Espanha, Portugal e outros, ora submetidos ao purgante ortodoxo que Nestor, Cristina e seus eleitores desmoralizaram.
Postado por Saul Leblon
http://www.cartamaior.com.br  -  Carta Maior – acessado - Terça-Feira, 25 de Outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Agricultura Química na Mira

Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida
Rio Grande do Sul lança Comitê Estadual
Depois dos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Sergipe, chegou a vez do Rio Grande do Sul realizar o lançamento do Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida. Será na próxima segunda-feira, dia 24 de outubro, às 18h30min no auditório da Emater/RS, e será aberto ao público.
O evento se iniciará com a exibição do documentário “O agrotóxico está na mesa”, de Silvio Tendler. Na sequência, haverá a palestra da Prof. Dra. Magda Zanoni, bióloga e socióloga, que organizou, junto do francês Gilles Ferment, o livro Transgênicos para Quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (MDA, Coleção NEAD Debate) lançado em 2011. Ao seu lado, irão compor a mesa, representantes da Via Campesina e da Emater/RS.
A campanha reúne mais de 30 entidades da sociedade civil brasileira, movimentos sociais, entidades ambientalistas, estudantes, organizações ligadas a área da saúde e grupos de pesquisadores. O principal objetivo é abrir um debate com a população sobre a falta de fiscalização no uso, consumo e venda de agrotóxicos, sobre a contaminação dos solos e das águas bem como denunciar os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores, das comunidades rurais e dos consumidores nas cidades. A partir da conscientização das pessoas sobre os malefícios provocados a partir do uso dos agrotóxicos, a campanha pretende ajudar na construção de formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e iniciativas legais e jurídicas.
Outro campo de atuação da campanha é o anúncio da possibilidade de construção de outro modelo agrícola, baseado na agricultura camponesa e agroecológica. Através da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida é possível acessar estudos que comprovam que essa forma de produzir é viável, produz em quantidade e em qualidade suficientes para abastecer o campo e a cidade. Assim, a proposta é avançar na construção destas experiências que são a única saída para esse modelo imposto que concentra riquezas, expulsa a população do campo e produz pobreza e envenenamento. Produzir alimentos saudáveis com base em princípios agroecológicos, em pequenas propriedades, com respeito à natureza e aos trabalhadores é a única forma de acabar com a fome e de garantir qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.
O Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida vai também auxiliar na criação e ampliação de comitês municipais - como já ocorre em Pelotas, dentre outros municípios - planejar atividades de formação e distribuição de material informativo. O Comitê gaúcho já congrega: Amigos da Terra Brasil; Cáritas; Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS); Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA); Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (CONSEA RS); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER/RS); Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB); Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTM/RS); Fundação Luterana de Diaconia (FLD); Grupo de Agroecologia (GAE/UFPe); Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá); Levante Popular da Juventude; Movimento de Mulheres Camponesas (MMC); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS); Núcleo de Economia Alternativa (NEA/UFRGS); União Rastafari de Resistência Ambiental (URRAmbiental); Via Campesina.
Prato envenenado
O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras do país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do agronegócio, modelo de produção que concentra a terra e utiliza  quantidades crescentes de venenos para garantir a produção em escala industrial.
Desta forma, o uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, que foi adotada a partir da década de 1960. Com a chamada Revolução Verde, que representou uma mudança tecnológica e química no modo de produção agrícola, o campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, mas de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos [adubos, sementes melhoradas e venenos].
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram vendidos mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado se concentra nas mãos de apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf.
Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde
A palestrante
Magda Zanoni, é professora da Universidade de Paris Diderot, onde foi pesquisadora de 1978 a 1990 no Laboratoire d’Ecologie Génerale et Appliquée; tem mestrado em Ecologia Fundamental pela Universidade de Paris-Orsay e em Ciências Sociais do Desenvolvimento pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (Paris); é doutora em Sociologia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I-Sorbonne. Atuou no Instituto Agronômico do Paraná e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná, e esteve cedida ao NEAD/MDA pelo Ministério francês do Ensino Superior e da Pesquisa no período de 2003-2009. Atualmente, e desde 1998, é pesquisadora do laboratório “Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces” (Centro Nacional de Pesquisa Científica CNRS, França). 

Serviço
O que: lançamento do Comitê Estadual da Campanha
Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida

O "Novo Ensino Médio"

A grande pauta nas escolas é a reformulação no Ensino Médio, com debates em diferentes instâncias:
  • comunidade escolar;
  • município;
  • regional - por CRE
  • conferência estadual.
Vários pontos elencados na proposta de discussão, são bandeiras históricas dos movimentos  sindicais (Cpers¹, CNTE², outros), ou seja, de um ensino articulado nas diferentes áreas do conhecimento, sem perder de vista, àqueles saberes acumulados  pela história da humanidade. Nessa concepção,  opõe-se a visão de um saber fragmentado por disciplinas específicas na famosa e tradicional aprendizagem "por gaveta".
Para facilitar a compreensão, ao compararmos uma prova tradicional do Vestibular e a prova do ENEM³ , visualizamos de forma nítida essa diferença
O Vestibular exige conhecimentos específicos e fórmulas na sua essência; o ENEM, por sua vez, exige leituras para o aluno demonstrar a sua capacidade de raciocínio, nas diferentes áreas.
Outro aspecto relevante da proposta é a realização de projetos, onde serão aplicados, e de certa forma, testados, os conhecimentos adquiridos nas diferentes áreas do saber.
Uma variável que irá interferir no processo é o comprometimento do educador com a nova filosofia de trabalho, participando de fóruns de discussão, frequentando cursos, seminários, conferências, na busca de uma melhor qualificação profissional. Nessa última, entra as universidades que devem reavaliar suas graduações e pós graduações, além dos programas de extensão, contribuindo na formação de professores capaz de praticar ações que favoreçam uma educação pública de qualidade social. 
Agora, quando a reformulação do ensino médio é vista dentro da óptica do mercado, cuja preocupação é a formação de mão de obra qualificada, treinando a massa brasileira para serem "peões qualificados", seria um retrocesso histórico para um povo que a nação deve tanto a eles.
A Educação tem uma dívida histórica para com o povo brasileiro
Esse assunto, diz o ditado: vai "dar muito pano pra  manga". Esse foi um ponta pé inicial sobre o tema. aguardo contribuições dos colegas.
¹ Cpers- sindicato dos Professores (e funcionários) da Educação do Rio Grande do Sul;
² CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
³ ENEM- Exame Nacional do Ensino Médio.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ninho de Pomba na Biblioteca

A Natureza e as Leituras- Paixões Indiscritiveis

No sossego das férias de verão, obtivemos esse fragante. Não tive dúvida, ficou gravado no arquivo. Mesmo com o avanço tecnológico, os livros ainda são excelentes fontes de pesquisa e, quando a mente estiver com as energias no limite, nada como relaxar no esplendor da natureza.
Estou marcando minha estréia no Blog com minhas opções preferidas, além da militância pelos direitos humanos e uma sociedade mais justa, curtimos muito as "leituras de mundo" como a citação de Paulo Freire, nessa leitura, colocamos a defesa intransigente da Natureza como uma opção de vida. Nessa perspectiva, a audácia da pomba em fazer seu ninho sobre os livros da biblioteca "Érico Veríssimo" da Escola Estadual de Ensino Médio Castro Alves de São José das Missões-RS, mostra que a natureza não tem limites, assim como a capacidade humana. O temor do Homem não ter limites é que a sua ganância pelo lucro e pelo poder, consiga não só provocar danos irreparáveis no ambiente, como também na vida das gerações futuras. Pronto: dei meu recado de estréia.